XENOFOBIA E OS NOVOS ESTADOS

Xenofobia! O que é?      

Por Abimael Marques e Danúbio Câmara

Por definição Xenofobia corresponde à fobia ou medo, uma aversão aquilo que é novo. No sentido social está relacionado à pessoas.  Essa anomalia da sociedade humana que tem se difundido para designar formas de preconceito racial, grupal, minorias nacionais e ou culturais. Esse comportamento nunca esteve tão em alta como atualmente nos noticiários de jornais impressos e televisivos a exemplos de agressões oferidas a nordestinos nas regiões sul e sudeste do país com grupos de neonazistas que perseguem, humilham e matam pessoas que não compactuem ou que não se encaixem nessa marcha patológica rumo a “uma raça pura” ou um conceito de vida lastimável.

Antes, a xenofobia somente era visível ou noticiada em países desenvolvidos, entretanto, nos últimos tempos esse preconceito a pessoas oriundas de outras regiões ou imigrantes tem se manifestado dentro da mesma região geográfica, onde pessoas evitam o contato com pessoas de características ou conceitos diferentes ao que é o “padrão”.

O mais interessante nobres leitores, é que existem também grupos que condenam toda sorte de religião, sexualidade e etnia como se pudéssemos arrancar, por exemplo, a convicção espiritual de uma pessoa destruindo seu templo, ou mudar a sexualidade de uma pessoa  agredindo com palavrões, agressões físicas ou até mesmo levando-as a óbito como percebemos atualmente pelo Brasil. O pior e mais assustador também, é como se pudéssemos acabar com uma opção de gestão pública, difamando, cometendo injurias e plantando o ódio em direção a um grupo de  pessoas.

Há poucos dias usando a ferramenta maravilhosa chamada internet pude observar que um ovo de serpente esta prestes a eclodir no nosso norte. Como já não se bastassem perseguições no sul, oeste e centro oeste do País, vemos debaixo de nosso nariz uma semente do mal nascendo e sendo regada por pessoas que condenam a criação dos Estados de Carajás ,  Tapajós e o novo Pará. Fico imaginando como seria grupos radicais xenófobos intra-regionais. Chegaríamos até o norte do atual Pará e de repente grupos de pessoas percebendo que não éramos moradores daquela região, nos abordassem perguntando se somos Carajaenses ou Tapajônicos e em seguida desferindo golpes de objetos que pudessem levar a morte. A coisa é seria! As agressões foram proferidas por palavras e atos e carros atacados na capital do estado apenas por está adesivado com o 77 Carajás.  Não falo de algo irreal ou distante. Falo de fatos ocorridos.

E por que não citar também as brincadeiras sofridas por nossos irmãos maranhaeses, que são ironizados, marginalizados e difamados por nós do sul e sudeste do Pará sem que percebamos a gravidade destes atos, que por repetição podem se tornar hábitos por ficarem impregnados em nossa cultura. Senhoras e senhores, digam não a xenofobia, ou qualquer tipo de preconceito.

E pra encerrar deixo meus agradecimentos aos amigos-irmãos Carajaenses e Tapajônicos pela participação positiva neste momento histórico de democracia e um pedido de paz, prosperidade, crescimento e harmonia pelo futuro que nos aguarda.

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